sábado, 2 de fevereiro de 2008

Um bebé na perna

É extraordinário como a nossa mente funciona...

Estava sentado e relaxado no sofá a ver televisão, o Serviço de Urgência, série que sigo quase religiosamente e, numa cena não muito alegre, onde um homem a morrer, tendo escolhido que quer morrer, abdicando de artificios e tentativas artificiais de lhe prolongar a vida, se lamneta de não ter aproveitado a vida e conhecido melhor o filho, quando na mente, surge uma imagem de um bébé sentado ao meu colo.
A posiçao no sofá permitia que um bebé pudesse estar sentado na minha perna sendo amparado por uma mão nas costas. era como se estivese a olhar para e por ele.

Foi a 1º vez que, acordado, me vi como pai...


Bem sei que a mente nos provoca e nos testa e que o momento da verdade está cada vez mais próximo.
Nada nos prepara para esta coisa da paternidade e todo o sentimemento ( e trabalho) que isso representa.

Os bebés dos outros, por mais próximos que sejam, nunca me tocaram profundamente, apesar de, desde há 4 anos, terem começado a surgir à minha volta com o cogumelos. Mas, não deixam sempre de ser mais uma criança.
Sempre considerei exageradas aquelas pessoas que parecem gostar de todas as crianças e adoram tudo quanto seja petiz e são mesmo capazes de dizer que todos os bebés são liiiiindos (!!). É mentira... alguns são bem feios e nem sequer vão melhorando com o tempo...


Mas aquele pensamento colocou-me um sorriso, não só no rosto, mas no interior, e estes são bem mais fortes e marcados que os externos. Marcam-nos a alma... Ficaria bonito dizer, mas a verdade é que me surgiu um sentimento de ... calma.
De Amor, talvez....

1 comentário:

Ana Fonseca disse...

o Pedro vai ser papá, o Pedro vai ser papá, o Pedro vai ser papá!