sexta-feira, 29 de maio de 2009

Antes e Depois...

Antes e Depois, sinto definitivamente que HÁ um antes e um depois. Não um Depois imediato, pelo menos para mim não foi assim. Um Depois progressivo. São pequenas as coisas que me mostram esse depois. Filmes que revejo, situações do dia a dia…mas definitivamente um Depois.

Os noticiários não são processadas da mesma maneira, o olhar de uma criança parece diferente, um pai ou mãe a brincar com um filho. Tudo, agora, é familiar, está perto. Sei o que é…


Não foi imediato, não a vi e me apaixonei. Há quem se apaixone ao 1º mês de gravidez, quando nascem... Eu… Não. Não sei quando foi… foi sendo. E agora É. Paixão e das mais fortes.


Durante anos disseram-me que era especial, diferente de tudo, um Amor sem igual. Soava a lamechas, parolo, e ainda soa, principalmente quando dito pelos “outros” da maneira “habitual”, a mais normal, aquela que ainda me continua a irritar. Soa mais a orgulho, vaidade, ostentação…

O que sinto não é isso, é diferente. Não é lamechas, não é pirosa, não é parolo… É a Minha e bate Bem Forte.

Hoje deixei-me ficar no sofá e revi um documentário sobre o Templo do Povo e Jim Jones, (com o massacre de toda a comunidade de mais de 900, incluindo muitas crianças…) O que mais me impressionou foi como os pais conseguiram fazer aquilo aos filhos, a Eles (dificilmente…) ainda se pode perceber, mas aos filhos??
(e mais uma vez “bateu” uma das tais pequenas coisas…)


Protector, é assim que, de repente, sinto, que me passei a sentir. Proteger é algo que se tornou, aos poucos, um Enorme objectivo na minha vida. De repente…(bum) Protector. Assim…

Sinto uma enorme necessidade de proteger o que TEM de ser amparado, acarinhado, embalado… Protegido. É um objectivo de vida, novo… mas eterno.

Não sei o que é, mas acho que é o TODO. É isso que me prende (e me faz proteger), os pequenos gestos do dia a dia, o sorriso quando me vê, a procura do meu toque, da minha mão, o riso quando brincamos…

Lamechas, piroso, parolo? Não. Só se for para os “outros”, para mim não, pelo menos quando estou com ela (ou a recordo) e a Sinto. Porque quando a Sinto (mesmo não a vendo ou tocando) não soa a lamechas, a piroso e a lamechas… soa (e sabe) a ser Pai e isso não se escreve… SENTE-SE.

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